Há algo de profundamente absurdo em celebrar a passagem de 31 de dezembro para 1º de janeiro.
Nada muda, de fato.
O sol nasce no mesmo ângulo, o corpo acorda com as mesmas dores, as contas permanecem na gaveta. A Terra completa mais uma volta ao redor do Sol — movimento que não espera por fogos de artifício nem resoluções escritas em cadernos novos. E, no entanto, ali estamos: vestidos de branco, taças erguidas, olhos fixos no céu à espera de luzes coloridas que anunciam algo que sabemos não vir.
O réveillon é um paradoxo encenado em escala planetária. É a celebração coletiva de uma mudança que não acontece, o brinde a um futuro que ainda não existe, a promessa feita em voz alta de que desta vez será diferente.
Sabemos, com alguma certeza melancólica, que janeiro trará consigo as mesmas dificuldades, os mesmos padrões, as mesmas falhas que dezembro carregava. Mas ainda assim desejamos: Feliz Ano Novo.
Não se trata de ingenuidade. Trata-se, talvez, da última forma de resistência que nos resta. Porque desejar um ano novo feliz — mesmo sabendo que a felicidade não obedece ao calendário gregoriano — é insistir que o tempo pode ser dobrado, que os recomeços são possíveis, que há dignidade em continuar esperando.
A virada do ano não é um fato; é um ritual. E todo ritual serve menos para mudar a realidade do que para torná-la suportável.
Este texto não pretende desmistificar a magia da meia-noite de 31 de dezembro. Pretende, antes, compreendê-la: por que celebramos algo que sabemos ser arbitrário? Por que insistimos em marcos temporais quando o tempo não tem costuras visíveis? E, sobretudo: o que essa insistência revela sobre nós — criaturas que precisam acreditar em recomeços para não desistir do meio?
A Invenção do Ano Novo
A escolha de 1º de janeiro como marco do ano novo não é natural — é política. Até 1582, boa parte da Europa cristã celebrava o ano novo em datas variadas: 25 de março (Anunciação), 25 de dezembro (Natal), ou mesmo na Páscoa, cuja data é móvel.
Foi o Papa Gregório XIII quem, ao implementar o calendário gregoriano naquele ano, consolidou 1º de janeiro como início oficial do ano civil. A reforma visava corrigir a defasagem do calendário juliano em relação ao ano solar, mas também carregava um gesto simbólico: ordenar o tempo é exercer poder sobre a experiência humana.
A data, porém, já tinha história.
Os romanos antigos dedicavam o primeiro dia do ano a Jano, divindade de duas faces — uma voltada para o passado, outra para o futuro. Jano guardava as portas, os começos, as transições. Era o deus dos umbrais, aquele que habitava o espaço entre o que foi e o que virá. Não é coincidência que seu nome ressoe em “janeiro”: cada vez que dizemos o nome do mês, invocamos, sem saber, uma divindade da passagem. O calendário gregoriano não inventou o réveillon, mas universalizou uma data que antes pertencia aos rituais locais.
Porém…
Nem todas as culturas, porém, aceitaram essa imposição temporal.
O Ano Novo Chinês, ou Festival da Primavera, é celebrado entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro, seguindo o calendário lunissolar. Em 2024, caiu em 10 de fevereiro; em 2025, será em 29 de janeiro. É a festa mais importante da China, mobilizando a maior migração humana anual do planeta: cerca de 3 bilhões de viagens são realizadas durante o período, segundo dados do Ministério dos Transportes chinês. Famílias se reúnem, limpam as casas, vestem vermelho — cor de sorte e afastamento de espíritos malignos. Cada ano é regido por um animal do zodíaco chinês; 2025 foi regido pelo Ano da Serpente.
O Rosh Hashaná judaico, celebrado em setembro ou outubro (dependendo do calendário lunar hebraico), marca o início do ano religioso e é seguido por dez dias de introspecção que culminam no Yom Kippur, o Dia do Perdão. Em 2024, o Rosh Hashaná começou no pôr do sol de 2 de outubro. Não há fogos; há shofar — o som grave do chifre de carneiro que convoca à reflexão e ao arrependimento. Come-se maçã com mel, desejando um ano doce. O tempo, aqui, não é festejado com euforia, mas recebido com reverência.
O Nowruz persa, que marca o equinócio de primavera (geralmente 20 ou 21 de março), é celebrado há mais de 3 mil anos no Irã, Afeganistão, Azerbaijão, Tajiquistão e comunidades persas pelo mundo. Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2009, o Nowruz envolve a montagem da Haft-Seen, mesa com sete itens que começam com a letra “S” no alfabeto persa, cada um simbolizando renovação, saúde, prosperidade. Famílias saltam sobre fogueiras para purificar-se do ano velho.
Até porque…
O que todas essas celebrações têm em comum é o reconhecimento de que o tempo precisa ser marcado, ritualizado, transformado em evento.
A data exata importa menos do que o gesto coletivo de dizer: aqui, algo termina; ali, algo começa. O calendário gregoriano globalizou 1º de janeiro como padrão civil, mas não apagou a multiplicidade de tempos culturais. Continuamos vivendo em várias contagens simultâneas — prova de que o tempo, antes de ser medido em segundos, é narrado em símbolos.
A Encenação Universal: Rituais de Passagem
A meia-noite de 31 de dezembro é, antes de tudo, uma performance coletiva.
Em Copacabana, no Rio de Janeiro, mais de 2 milhões de pessoas se aglomeram na praia para assistir a 16 minutos de queima de fogos — um dos maiores espetáculos pirotécnicos do mundo, que em 2024 custou aproximadamente R$ 3 milhões aos cofres públicos municipais. Vestem branco (tradição afro-brasileira associada a Iemanjá, orixá dos mares), pulam sete ondas fazendo pedidos, lançam flores ao oceano. Não importa se o mar devolve as oferendas à areia; o gesto foi feito. O pacto com o futuro foi selado.
Em Times Square, Nova York, cerca de 1 milhão de pessoas se comprimem em temperaturas frequentemente abaixo de zero para assistir à descida da bola de cristal — tradição inaugurada em 1907. A esfera de 5.386 kg, coberta por 2.688 cristais Waterford e 32.256 luzes LED, desce 21 metros em 60 segundos. Quando toca o chão, é meia-noite. O beijo coletivo que se segue não é apenas afeto; é teatro, é prova visual de que algo foi atravessado. Câmeras de TV capturam o momento e o transmitem para 1 bilhão de telespectadores globais, segundo estimativas da Times Square Alliance.
Sydney, na Austrália, celebra antes de todos — é o primeiro grande centro urbano a cruzar a linha da meia-noite. Em 2023, mais de 1,5 milhão de pessoas se reuniram ao redor do porto para assistir aos fogos disparados da Harbour Bridge. O evento é televisionado globalmente e funciona como ensaio geral simbólico: se Sydney conseguiu entrar em 2025, nós também conseguiremos.
Necessidades
O que essas celebrações têm em comum não é apenas a magnitude numérica, mas a necessidade de testemunhar coletivamente.
O réveillon é uma das últimas experiências verdadeiramente simultâneas da humanidade. Não importa se você está em Copacabana, Times Square, na praça de uma cidade do interior ou sozinho no apartamento com a TV ligada: às 23h59min59s, você está sincronizado com milhões de outros corpos fazendo a mesma contagem regressiva. Dez, nove, oito… A voz coletiva transforma o tempo em coro.
Os rituais variam, mas a estrutura permanece: há sempre uma preparação (a roupa escolhida, a comida simbólica), um clímax (a contagem, os fogos, o abraço) e um depois (as promessas, os desejos sussurrados ou gritados).
Na Espanha, comem-se doze uvas — uma a cada badalada do relógio da Puerta del Sol, em Madri. Cada uva representa um mês; engasgos são comuns, mas a tradição persiste desde o início do século XX. Na Dinamarca, quebram-se pratos nas portas de amigos e familiares — quanto mais cacos, mais querido você é. No Japão, os sinos dos templos budistas tocam 108 vezes (joya no kane), representando os 108 desejos mundanos que devem ser purificados.
A lentilha no Brasil e na Itália simboliza prosperidade financeira; o bacalhau, abundância; o panetone, doçura. Não há comprovação empírica de que comer lentilha às 0h01 garanta dinheiro em fevereiro, mas há milhões de pessoas que não arriscariam começar o ano sem ela. O alimento deixa de ser nutrição e vira signo.
A mesa de réveillon não é um jantar; é um texto simbólico que pode ser lido.
a Virada: Símbolos e Significados
A meia-noite funciona como um portal — não porque o tempo se abra de fato, mas porque acreditamos que ele se abre. Esquecemos que 1º de janeiro foi escolhido por um papa no século XVI e passamos a tratá-lo como se fosse um fato cósmico. A virada do ano parece natural, inevitável, quando é, na verdade, convenção.
Os fogos de artifício são o símbolo mais eloquente dessa transformação. Historicamente associados à China antiga (onde a pólvora foi inventada por volta do século IX), os fogos eram usados para espantar demônios e espíritos malignos. Hoje, cumprem função semelhante, mas secularizada: afastam o peso do ano velho, iluminam a escuridão do desconhecido, anunciam que algo grandioso está prestes a acontecer. Duram poucos minutos, custam fortunas, poluem o ar — mas fazem o céu falar. Cada explosão de luz é uma frase visual que diz: estamos vivos, estamos aqui, ainda temos esperança.
A cor branca, predominante no Brasil e em alguns países da América Latina, carrega múltiplas camadas de significado. Na tradição afro-brasileira, está associada a Oxalá (orixá da criação) e à paz. Na cultura ocidental, remete à pureza, ao recomeço, à página em branco. Vestir branco em 31 de dezembro é vestir-se de possibilidade. É dizer: limpo a lousa, reescrevo a história.
O brinde coletivo — seja com champagne francesa (cujas vendas globais ultrapassam 300 milhões de garrafas no período de festas de fim de ano, segundo dados do Comitê Interprofissional do Vinho de Champagne), seja com espumante nacional, refrigerante ou água — é o gesto que sela o pacto. Erguer a taça é erguer uma promessa. O tilintar do vidro contra o vidro é som de concordância: concordamos em acreditar, mesmo sem garantias.
o Carinho…
E há o abraço. O beijo. O “Feliz Ano Novo” dito em voz alta. Essas são performances de afeto que funcionam também como provas ontológicas de que a passagem aconteceu. Se eu abracei, se eu desejei, se meus lábios pronunciaram as palavras, então o ano realmente mudou. O corpo precisa confirmar o que o calendário anuncia.
O réveillon é, nesse sentido, uma das últimas celebrações verdadeiramente universais da modernidade — atravessa classes, culturas, ideologias. Até quem diz não acreditar acaba, de alguma forma, reconhecendo a data. Mesmo o silêncio na virada é posicionamento.
A Promessa Impossível: Resoluções e Recomeços
Estudos de psicologia comportamental indicam que cerca de 80% das resoluções de Ano Novo falham até fevereiro. Pesquisa da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, aponta que apenas 8% das pessoas conseguem manter seus compromissos por todo o ano. As promessas mais comuns variam pouco: exercitar-se mais, comer melhor, economizar dinheiro, aprender algo novo, passar mais tempo com a família. São desejos legítimos, frequentemente necessários — mas raramente cumpridos.
Por que, então, continuamos fazendo listas de resoluções sabendo que provavelmente as abandonaremos?
A resposta está no que os psicólogos chamam de fresh start effect (efeito do recomeço). Marcos temporais — como o início de um mês, de uma semana, ou especialmente de um ano — criam a ilusão psicológica de uma ruptura biográfica. É como se o “eu” de janeiro fosse ligeiramente diferente do “eu” de dezembro, liberto de erros passados, capaz de escolhas melhores. Esse “novo eu” não carrega o peso dos fracassos anteriores. Ele começa do zero.
A ilusão é, evidentemente, uma ilusão. O corpo que acorda em 1º de janeiro carrega as mesmas tendências neurais, os mesmos vícios dopaminérgicos, as mesmas limitações de força de vontade que o corpo de 31 de dezembro.
Mas a crença na possibilidade de mudança já é, em si, terapêutica. O antropólogo Arnold van Gennep, em seu estudo clássico sobre ritos de passagem (1909), identificou que todas as sociedades humanas criam rituais de transição — nascimento, casamento, morte — porque precisamos marcar simbolicamente as transformações que o tempo impõe. O réveillon é um rito de passagem coletivo: morremos simbolicamente em 31 de dezembro e renascemos em 1º de janeiro.
Não importa se o renascimento é, em termos práticos, uma ficção. Importa que sentimos que algo foi atravessado. E sentir já é, de certa forma, transformar.
O Tempo como Ficção Necessária
O filósofo francês Henri Bergson distinguia entre dois tipos de tempo: o tempo do relógio (chronos), mecânico e quantificável, e o tempo vivido (durée), subjetivo e fluido. O calendário gregoriano organiza chronos: divide o ano em 365 dias, o dia em 24 horas, a hora em 60 minutos. É um sistema eficiente para coordenar sociedades complexas, mas não captura a experiência real de estar no tempo.
A pandemia de COVID-19, entre 2020 e 2022, escancarou essa diferença. Meses pareciam semanas; semanas pareciam anos. O tempo cronológico continuava avançando — os calendários mudavam de folha —, mas o tempo vivido entrou em colapso. Muitos relataram a sensação de que “2020 nunca terminou” ou de que “março de 2020 durou três anos”. A virada de 2020 para 2021, e depois de 2021 para 2022, foi celebrada com menos euforia e mais melancolia. Os fogos subiram, mas pareciam ecoar em um vazio. O réveillon sem aglomerações (em 2020, Copacabana teve apenas queima simbólica de fogos; Times Square ficou vazio) provou que o ritual precisa de corpos presentes para funcionar. O tempo, sozinho, não se celebra.
Persistência
Ainda assim, continuamos marcando as viradas. Porque o calendário, por mais arbitrário que seja, oferece algo que precisamos desesperadamente: narrativa. Sem marcos temporais, a vida seria um continuum indistinto de dias que se sucedem sem ordem nem sentido. O ano novo — mesmo sabendo que é invenção — organiza o caos da existência. Permite dizer: “isso ficou em 2024, isso começa em 2025.” Permite criar capítulos onde não há capítulos naturais.
O escritor argentino Jorge Luis Borges escreveu que “o tempo é a substância de que sou feito”. Se isso é verdade, então o calendário é a forma que damos a essa substância. E precisamos de formas. Precisamos acreditar que o tempo não é apenas um rio que nos arrasta, mas algo que pode ser dobrado, marcado, celebrado. O Ano Novo não muda o tempo — mas muda a maneira como o habitamos.
Entre o Cinismo e a Ternura
Há algo de profundamente ingênuo em acreditar que meia-noite de 31 de dezembro trará transformações que seis meses de terapia não trouxeram. Há algo quase infantil em erguer uma taça e fazer um pedido ao futuro, como se o futuro fosse uma entidade benevolente que escuta. É fácil ceder ao cinismo: “Ano Novo é só marketing. Nada muda. Tudo continua igual.”
E, no entanto, mesmo os céticos costumam parar o que estão fazendo quando o relógio marca 23h59min. Mesmo quem diz não acreditar levanta os olhos para o céu quando os primeiros fogos estouram. Porque há algo no ritual que resiste à desmistificação racional. Há uma ternura secreta em continuar desejando “Feliz Ano Novo” apesar de tudo.
Até porque…
Os últimos cinco anos foram particularmente difíceis de atravessar.
A pandemia matou mais de 7 milhões de pessoas globalmente, segundo dados da OMS (números subestimados, segundo epidemiologistas). Guerras ressurgiram: Ucrânia desde 2022, Gaza desde outubro de 2023. A crise climática intensificou-se — 2023 foi o ano mais quente já registrado, com temperaturas globais 1,48°C acima da média pré-industrial, segundo o Copernicus Climate Change Service. Incêndios florestais, enchentes, ondas de calor extremo tornaram-se mais frequentes. A democracia cambaleou em diversas partes do mundo. A saúde mental coletiva despencou: casos de depressão e ansiedade aumentaram 25% globalmente entre 2020 e 2022, conforme relatório da OMS.
E, ainda assim, celebramos a virada de 2024 para 2025. Talvez com menos certeza, talvez com mais medo, mas celebramos. Copacabana voltou a encher (cerca de 2,5 milhões de pessoas em 2023). Times Square voltou a lotar. As famílias voltaram a se reunir. As lentilhas voltaram às mesas.
Isso não é ingenuidade — é resistência. É a recusa de aceitar que o mundo se esgotou, que não há mais nada a esperar. Desejar um Feliz Ano Novo em tempos sombrios não é negar a sombra; é acender uma vela dentro dela. Mesmo sabendo que a vela pode se apagar, que o vento é forte, que a noite é longa. O gesto importa mais do que o resultado.
O Desejo Necessário
Feliz Ano Novo não é uma previsão meteorológica. Não é promessa, não é garantia, não é contrato. É desejo. E desejar, mesmo sabendo da improbabilidade, é o gesto mais teimosamente humano que existe.
Há uma cena no filme A Árvore da Vida (2011), de Terrence Malick, em que uma mãe sussurra para o filho: “There are two ways through life: the way of nature, and the way of grace” (Há dois caminhos na vida: o caminho da natureza e o caminho da graça). O réveillon pertence ao caminho da graça — não no sentido religioso, mas no sentido de algo que se dá sem merecer, sem lógica, sem razão suficiente.
A virada do ano é um presente que damos a nós mesmos: a permissão para recomeçar, mesmo sem ter terminado direito o capítulo anterior.
Dúvidas
Não sabemos se 2026 será melhor que 2025. As evidências históricas não são animadoras. O mundo continuará girando em torno do Sol, indiferente aos nossos fogos e nossas taças. As guerras provavelmente continuarão. O clima seguirá aquecendo. A vida seguirá sendo o que sempre foi: difícil, incerta, brevíssima. Mas às 23h59min59s de 31 de dezembro, por um segundo que dura uma eternidade, ainda acreditamos que algo pode mudar.
E talvez seja justamente essa crença — frágil, improvável, quase absurda — que nos mantém de pé. Não porque ela garanta que o futuro será bom, mas porque garante que ainda há futuro. Que ainda vale a pena atravessar a meia-noite. Que ainda vale a pena erguer a taça, abraçar quem amamos, dizer em voz alta: Feliz Ano Novo.
Mesmo sabendo que a felicidade não obedece ao calendário.
E mesmo sabendo que o ano é apenas uma invenção.
Mesmo sabendo que amanhã acordaremos com as mesmas dúvidas de sempre.
Ainda assim: Feliz Ano Novo.
Porque desejar é a única forma de resistir ao tempo que passa — e ao tempo que não volta.
🎬 Apaixonado por narrativas e significados escondidos nas entrelinhas da cultura pop.
Escrevo para transformar filmes, séries e símbolos em reflexão — porque toda imagem carrega uma mensagem.