A frase caiu como um bilhete deixado sobre a mesa: Amanda Seyfried não está nem um pouco preocupada com o Oscar. Em entrevista ao The New Yorker, a atriz foi direta ao relativizar o valor do prêmio e, de quebra, lançou uma pergunta incômoda: alguém lembra mesmo quem ganhou nos últimos dez anos?
Não é pose. É método.
Seyfried reconhece que a indicação empurra a carreira — dá visibilidade, abre portas, muda a conversa. Mas o “ganhar” é outro capítulo: barulhento, efêmero, e muitas vezes mais simbólico do que transformador.
O prêmio que vira ruído
O Oscar tem aura de coroação, mas a indústria sabe: troféu não garante permanência. O brilho passa. A cobrança fica. E a fila anda.
Seyfried parece ter entendido cedo o que muitos só percebem tarde: prestígio não é destino; é ferramenta.
A carreira como projeto
Ao falar em longevidade, ela defende escolhas deliberadas: alternar o comercial e o autoral sem pedir desculpas. Para ela, tanto o thriller quanto o indie podem ser arte — depende de como você faz.
No fim, a fala dela não é desprezo. É independência.
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