A Semiótica da Polarização no Brasil: Como Esquerda e Direita Criaram Dois Dicionários Políticos

Com a intensificação das disputas políticas pós-2018 e a formação de narrativas que se comportam como identidades, entender a polarização tornou-se essencial para interpretar o Brasil contemporâneo. Este artigo analisa como a polarização política no Brasil se manifesta como um conflito semiótico, no qual esquerda e direita operam com dicionários distintos para as mesmas palavras. Por meio de exemplos históricos, […]

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O Espelho não Reflete — Interroga: Identidade, Dualidade e a Crise do Eu na Cultura Visual

Não há inocência no vidro prateado.O espelho nunca foi um instrumento de verdade — sempre foi um ato de linguagem. Quando nos colocamos diante dele, não vemos um rosto: vemos uma pergunta vestida de rosto. A tradição quer que o espelho confirme. Mas a arte, desde que aprendeu a quebrá-lo, descobriu que sua função mais radical é desestabilizar. Cada reflexo […]

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Não É o Fim do Mundo — É o Fim da Crença Nele: Uma Leitura Semiótica de 12 Horas para o Fim do Mundo

12 Horas para o Fim do Mundo - arte

Nenhum asteroide cai duas vezes no mesmo lugar — mas o medo sim.Ele retorna em loops de CGI barato, em diálogos que ecoam Armageddon, Independence Day, 2012 — como um disco arranhado cuja música ninguém mais ouve, mas que continua girando por inércia institucional. 12 Horas para o Fim do Mundo, filme russo de 2019 dirigido por Dmitriy Kiselev, não […]

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Não Dizer, Não Ver, Não Lembrar: A Política do Esquecimento no 1º de Dezembro

Uma vela no escuro

No imaginário pop, a AIDS nunca foi apenas uma doença — foi uma estética, um grito, um silêncio imposto e depois quebrado. Está na voz rouca de Freddie Mercury em The Show Must Go On, nos cartazes fluorescentes do ACT UP colados como guerrilha urbana, no episódio de Pose em que o luto vira desfile, na fúria de Angels in […]

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Spoonman, Soundgarden e a Poética do Marginal: quando a arte vem da calçada

Antes do riff, antes do grito, veio o tilintar. Um ritmo irregular e metálico, nascido não de um estúdio, mas do asfalto. O som de uma colher batendo na outra, manuseada por um homem à beira da estrada, é o germe de uma das canções mais enigmáticas do rock.  Spoonman, do Soundgarden, não é apenas um tributo; é um artefato […]

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