O Natal é, por excelência, a narrativa da abertura. É o tempo simbólico da comunhão, da casa iluminada, da família reunida, da suspensão provisória dos conflitos. Mesmo quando esvaziado de fé, o Natal permanece como ritual: luzes acesas contra a noite, música ambiente, copos erguidos, promessas de reconciliação. Um intervalo civilizatório em que o mundo deveria, ao menos por algumas […]