Quando Francis Ford Coppola lançou O Poderoso Chefão, em 1972, ele não estava tentando criar uma franquia. Estava tentando pagar dívidas. Meio século depois, o cinema vive das consequências dessa tentativa. Todo criador carrega o fardo duplo da gênese e da consequência. Poucos, porém, personificam esse paradoxo com a intensidade trágica de Francis Ford Coppola. Nos idos de 1972, um […]
Entre o Osso e o Sonho: Semiologia do Corpo Cansado em À Procura da Felicidade
Há corpos que falam antes de abrir a boca.O de Chris Gardner — ou melhor, o de Will Smith como Chris Gardner — diz mais nas costas levemente curvadas ao entrar no escritório do que em qualquer discurso motivacional. Diz mais na forma como segura o filho enquanto dorme no chão de cerâmica fria do banheiro da estação de trem […]
A Derrota do Belo: Por Que as Obras-Primas Não Vendem Ingressos?
Um ensaio sobre linguagem, tempo e a estranha solidão dos filmes que chegam cedo demais. Na sexta-feira de estreia de O Mestre (The Master – 2012), em um cinema de bairro no centro de São Paulo, havia doze pessoas na sessão das 21h.Na mesma noite, a três quilômetros dali, Os Vingadores (The Avengers) lotava sessões consecutivas até a meia-noite — […]
Pulp Fiction – A Violência como Signo: Redenção, Cultura Pop e Cinema Pós-moderno
O filme Pulp Fiction – Tempo de Violência é um marco cultural que vai além do cinema. Dirigido por Quentin Tarantino, ele apresenta uma história não linear e personagens complexos. A semiótica da violência é um tema central em Pulp Fiction. Aqui, a violência é mostrada de forma estilizada e simbólica. Isso faz o espectador pensar sobre a violência e […]