Não Apenas uma Peça, um Ato: O Sagrado no Teatro Popular do Natal

O que se representa quando a plateia já sabe o final? Não há suspense no desfecho, nem novidade no enredo. A força do Auto de Natal reside precisamente nessa ausência de surpresa narrativa. Ele não existe para contar uma história, mas para reatualizar um mito fundador. Sua linguagem não é a da descoberta, mas a do reconhecimento. Em praças públicas, adros de […]

Continue Lendo

O Grinch: Simulacro, Consumo e a Nostalgia do Vazio em Ron Howard

O Natal como Texto O Natal não é uma data. É um texto denso, palimpséstico, escrito a muitas mãos. Sobre a camada do sagrado, inscreve-se o familiar; sobre esta, o comercial. Cada adaptação do How the Grinch Stole Christmas! de Dr. Seuss lê e reescreve esse texto conforme os medos e desejos de sua época. A versão de Ron Howard, em 2000, […]

Continue Lendo

O Mundo em um Estábulo: o presépio como máquina narrativa e signo do sagrado

Todo milagre começa com uma redução de escala. O divino, incomensurável, aceita confinar-se não apenas em um corpo de criança, mas em um espaço preciso: um estábulo, uma gruta, um cantinho da casa. O presépio é essa operação mágica de miniaturização do cosmos. Mais do que uma representação piedosa, é uma máquina narrativa complexa, um dispositivo semiótico onde convivem, em tensão permanente, […]

Continue Lendo