O Globo de Ouro não premia obras — premia expectativas: uma arqueologia do consumo simbólico na cultura pop

Não há estátua mais ambígua no altar da cultura pop.Dourada como promessa, esférica como mundo, leve como ilusão — a figura do Globo de Ouro paira sobre o red carpet não como julgamento, mas como convite: olhe aqui, agora, com urgência. Seu brilho não vem do metal, mas da função que assumiu ao longo de oitenta anos: não consagrar o […]

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