O Corpo que Canta o Que Não Pode Ser Dito: ‘I’m Shipping Up to Boston’ e a Semiótica do Desaparecimento

O grito que começa com um tropeço Não há navegação sem desvio. E talvez nenhuma canção diga isso com tanta crueza quanto “I’m Shipping Up to Boston”: um homem sem perna, sem memória, sem rumo — mas com um mapa.Ou melhor: com a certeza de que tem um mapa.Essa contradição não é defeito narrativo. É o cerne da obra. A […]

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4’33’’: O Som do Nada – John Cage e a Escultura do Silêncio

Um piano fechado em uma sala vazia

O pianista levanta as mãos sobre o teclado e não as baixa. O gesto, congelado, torna-se o centro de um furacão de expectativa. Na sala de concerto, um ritual é subvertido: o intérprete não produz, o compositor não comanda, a obra não emite um som.  4’33” de John Cage não é uma peça sobre o silêncio, mas uma escultura de tempo […]

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