Algumas histórias não acontecem no mundo, mas nos interstícios dele. Nascem do desencontro entre o relógio e o desejo, da fricção silenciosa entre o que se promete e o que nunca chega. Noites Brancas, a novela “sentimental” que Fiódor Dostoiévski publicou em 1848, não é um relato sobre um amor que falha. É a anatomia de um afeto que só pode […]