Love Me, Love Me: o final que recusa o conto de fadas e escolhe a dor real

June em cena emocional no final de Love Me, Love Me
June em um dos momentos mais tensos do desfecho de Love Me, Love Me.

Quando o triângulo amoroso vira drama psicológico

Amor Demais, novo original do Prime Video, começa com cara de romance adolescente clássico. Dois pretendentes, uma protagonista no centro, a promessa de uma escolha. Só que o filme muda de pele no último ato — e faz isso com elegância.

A reviravolta chega quando Will revela que convive com oscilações emocionais severas e usa medicação continuamente. O que June lia como frieza e manipulação era, na verdade, instabilidade. O que parecia jogo era sintoma. Essa confissão reorganiza tudo o que veio antes.

A escolha de June é sobre maturidade, não romance

June decide ficar com Will. Mas o filme trata essa decisão com cuidado: ela não o “cura”, não se salva por ele. Ela simplesmente escolhe presença e comunicação em vez de adrenalina emocional. É menos romantizado e mais honesto.

O desfecho é aberto de propósito. Baseado no primeiro livro de Stefania Serafini, o longa deixa espaço para continuidade — e não há, até agora, confirmação do Prime Video sobre sequência.

Amor Demais termina dizendo o que poucos romances jovens dizem: amar não é só sentir muito. É sustentar o que se sente quando a euforia passa.


Perguntas Frequentes sobre Love Me, Love Me (Amor Demais)


1️⃣ Vale a pena assistir Love Me, Love Me?

Sim, especialmente para quem busca um romance jovem com final menos previsível. Embora o filme pareça seguir a fórmula clássica do triângulo amoroso, a narrativa ganha densidade no terceiro ato. A atuação de Mia Jenkins sustenta bem o peso emocional da protagonista, e o ritmo mantém a experiência envolvente. Não é um romance adolescente convencional — e essa é justamente sua força.


2️⃣ Para quem esse filme é indicado?

O filme funciona melhor para quem gosta de romances adolescentes com alguma carga dramática. A história conversa diretamente com jovens adultos e espectadores que apreciam narrativas emocionais mais ambíguas. Quem gostou de obras como Normal People ou dramas românticos contemporâneos provavelmente encontrará aqui uma experiência familiar, porém mais acessível.


3️⃣ Qual é a principal mensagem da obra?

Que intensidade não é sinônimo de amor. Love Me, Love Me questiona a romantização do relacionamento caótico e sugere que maturidade afetiva envolve escolhas menos impulsivas. A revelação sobre a saúde mental de Will desloca o eixo dramático e transforma o que parecia um clichê romântico em algo mais desconfortavelmente real.


4️⃣ Em que Love Me, Love Me se destaca em relação a obras semelhantes?

A maioria dos romances jovens no streaming resolve o triângulo amoroso como se fosse uma votação. Amor Demais recusa essa fórmula. Ao introduzir saúde mental como elemento narrativo real — e não como plot twist decorativo —, o filme se separa do padrão. A escolha de June não é emocional no sentido hollywoodiano: é quase racional, e isso é raro no gênero. Também merece destaque o fato de ser uma adaptação europeia, com estética e ritmo diferentes do que o mercado americano costuma produzir.


5️⃣ Esse filme vai envelhecer bem?

Provavelmente sim, dentro do seu nicho. A discussão sobre saúde mental em relacionamentos — abordada sem sensacionalismo — tende a ganhar relevância com o tempo, não perder. O que pode datar é o formato estético (paleta, trilha, figurino), típico do streaming europeu dos anos 2020. Mas o núcleo dramático tem solidez suficiente para resistir. Daqui a alguns anos, deve ser lembrado como um romance jovem que tentou dizer algo além do óbvio.

FABIO BONIFACIO

🎬 Apaixonado por narrativas e significados escondidos nas entrelinhas da cultura pop. Escrevo para transformar filmes, séries e símbolos em reflexão — porque toda imagem carrega uma mensagem.

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