“Não preciso entrar na MARVEL, sou Nicolas Cage.”
A recusa que virou manchete
Em 2023, durante o Miami Film Festival, Nicolas Cage respondeu a uma pergunta recorrente: ele faria um filme da Marvel? A frase foi direta — “Não preciso entrar no MCU, sou Nic Cage.”
A declaração circulou como provocação. Mas não era exatamente um ataque ao estúdio. Era uma afirmação de identidade.
O MCU, sigla de Marvel Cinematic Universe, é hoje uma das engrenagens mais lucrativas do cinema. Entrar nele significa visibilidade global imediata. Ainda assim, Cage sugeriu que sua trajetória — marcada por escolhas excêntricas, riscos autorais e filmes fora do eixo previsível — já sustenta seu próprio “universo”.
Identidade acima da franquia
Há ironia no contexto: ele já interpretou o Motoqueiro Fantasma, personagem da Marvel, antes da consolidação do atual modelo de franquias interligadas. Portanto, não se trata de rejeição ao gênero, mas à lógica de pertencimento obrigatório.
A frase funciona como síntese de um momento do cinema contemporâneo. Entre IPs consolidadas e marcas globais, há atores que preferem continuar orbitando fora do sistema central.
No fim, a declaração é menos sobre super-heróis e mais sobre autonomia artística. Num mercado movido por universos compartilhados, Cage reafirma algo simples: sua assinatura ainda é seu maior selo.
