Jim Caviezel caracterizado como Jair Bolsonaro diante do Congresso Nacional em imagem promocional de Dark Horse
Cinema | Fragmentos | Notas

Jim Caviezel deixou o Brasil antes do fim das filmagens — e os relatos dos bastidores explicam por quê

Jim Caviezel — o mesmo Jesus de A Paixão de Cristo — chegou ao Brasil para viver Jair Bolsonaro em Dark Horse e saiu antes do fim. Não por agenda. Por medo.


O medo que paralisou um ator de Hollywood

O ator norte-americano ficou isolado em seu trailer durante as gravações, cercado por quatro seguranças — dois americanos, dois brasileiros — e evitava qualquer contato com a equipe brasileira. Entre uma cena e outra, era um homem sitiado dentro de si mesmo.

O clima nos bastidores era marcado pelo receio de invasões ao set, inclusive por parte do MST. Para um ator americano acostumado com a bolha de Hollywood, o Brasil político soava como território hostil.

O ponto de ruptura veio de fora. Quando Donald Trump emitiu um comunicado recomendando que cidadãos americanos deixassem a Venezuela imediatamente, Caviezel entrou em colapso e exigiu um plano de evacuação do Brasil por terra, ar e mar. “Acho que ele pensou que a Venezuela era aqui perto”, brincou um membro da equipe.

O diretor Cyrus Nowrasteh conseguiu convencê-lo a ficar por alguns dias. Mas Caviezel deixou o país antes do encerramento oficial das filmagens, sendo substituído por dublês nas cenas restantes.


Bastidores caóticos de um filme polêmico

Os bastidores escondiam ainda mais. Figurantes relataram agressões da equipe de segurança, comida estragada, ausência de banheiros e pagamentos atrasados. Pelo menos 15 profissionais registraram queixas no sindicato da categoria.

Dark Horse virou espelho. E o reflexo não era bonito para ninguém.


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