“Alô, Brasil”: o discurso de Kleber Mendonça Filho no Globo de Ouro foi um manifesto discreto
Um prêmio, muitos agradecimentos
Quando Kleber Mendonça Filho subiu ao palco do Globo de Ouro 2026 para receber o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa por O agente secreto, ele fez o que poucos conseguem: transformar um agradecimento formal em um gesto político, afetivo e cinematográfico — sem levantar a voz.
O “Alô, Brasil” logo no início funcionou como ponte imediata entre o evento hollywoodiano e o público brasileiro, como se ele puxasse o país inteiro para dentro do palco.
Cinema como urgência
Kleber agradeceu à distribuidora Neon, ao Festival de Cannes e à Vitrine Filmes, citando o fato de o filme ter virado um “blockbuster muito incomum” no Brasil. Mas o ponto alto veio quando ele elogiou Wagner Moura e resumiu a força da parceria: “um excelente ator e um excelente amigo”.
No fim, o discurso deixou um recado direto e inspirador: a dedicação do prêmio aos jovens cineastas, reforçando que este é um “momento muito importante na história para fazer cinema”, tanto nos EUA quanto no Brasil.
Um discurso curto — e com a densidade de um editorial.
