Antes de qualquer homem aparecer em quadro, Mel Gibson nos dá a selva. Densa, úmida, barulhenta — viva com uma urgência que a civilização tende a sufocar. É uma escolha estética que carrega peso ideológico imediato: o mundo que veremos…
Ler artigo completo →Cinema
Na Terra de Santos e Pecadores: culpa, violência e redenção na Irlanda silenciosa de Liam Neeson
Há filmes que utilizam a paisagem como pano de fundo. E há aqueles em que a paisagem assume função argumentativa. Na Terra de Santos e Pecadores (2023), dirigido por Robert Lorenz, pertence à segunda categoria — ainda que nem sempre…
Ler artigo completo →Olho por Olho: quando não agir também condena
Existe um tipo de culpa que não exige ação. Basta assistir. Basta não fazer nada enquanto algo irreversível acontece diante dos olhos. Olho por Olho (2025) constrói seu terror exatamente sobre essa fratura moral — e é por isso que…
Ler artigo completo →O Morro dos Ventos Uivantes (2026): Emerald Fennell Troca Tragédia por Fetiche
Emerald Fennell coloca aspas no título por necessidade. Seu “Wuthering Heights” não é adaptação fiel — é apropriação declarada. A diretora de Promising Young Woman pega nomes, paisagem e tensão da Emily Brontë, mas descarta metade do livro, remove discussões…
Ler artigo completo →O Som do Silêncio: Quando o Cinema Faz do Som uma Falha e do Silêncio uma Linguagem
“O Som do Silêncio” não é exatamente um filme sobre surdez. É, antes de tudo, uma obra que reorganiza a própria experiência cinematográfica. Darius Marder não escolhe representar a perda auditiva como um simples motor dramático; ele a transforma em…
Ler artigo completo →Estou Pensando em Acabar com Tudo: O Horror de Não Existir
Há um momento em Estou Pensando em Acabar com Tudo em que a protagonista muda de profissão três vezes dentro da mesma conversa. Em uma cena, ela é pintora. Na seguinte, poeta. Depois, física quântica. Ninguém reage. Jake continua dirigindo.…
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