Em Hollywood, a temporada de premiações é mais do que um desfile de tapetes vermelhos: é um campo de disputa simbólica. É onde narrativas são validadas, onde discursos se consolidam e onde certos corpos ganham — ou não — visibilidade. Dentro desse cenário, a performance de Wagner Moura em O Agente Secreto chamou atenção não apenas pela qualidade técnica, mas […]
O Símbolo que Desaba: O Que a Fusão Netflix–Warner Revela Sobre o Futuro das Histórias
Não foi exatamente um comunicado formal que mudou o eixo da cultura.Foi um rumor — um sopro vago, um eco sem dono — que antecedeu o fato.E quando o anúncio oficial finalmente chegou, soou menos como novidade e mais como a confirmação de algo que o imaginário já havia digerido:a Netflix comprou a Warner Bros. Entre o sussurro e a […]
A Cena que Mudou o Cinema de Guerra: Abertura de O Resgate do Soldado Ryan
A areia não absorve sangue. Ela o rejeita — forma poças, riachos vermelhos, manchas que escorrem em câmera lenta. E é aí, nesse instante em que o líquido se recusa a ser tragado pela praia, que O Resgate do Soldado Ryan deixa de ser um filme de guerra para se tornar um ato de testemunho. Não há música ao fundo. […]
Frankenstein Não Era o Monstro — Era o Método: A Ética do Desaprendizado em Pobres Criaturas
Ela acorda gritando — não de dor, mas de pura presença. Um grito sem memória, sem culpa, sem gramática. Bella Baxter não nasce: é reativada. Seu corpo, costurado por mãos que confundem criação com propriedade, é uma declaração de guerra travestida de milagre científico. Pobres Criaturas não é um conto de formação. É um ensaio sobre o direito de desaprender. […]
A Derrota do Belo: Por Que as Obras-Primas Não Vendem Ingressos?
Um ensaio sobre linguagem, tempo e a estranha solidão dos filmes que chegam cedo demais. Na sexta-feira de estreia de O Mestre (The Master – 2012), em um cinema de bairro no centro de São Paulo, havia doze pessoas na sessão das 21h.Na mesma noite, a três quilômetros dali, Os Vingadores (The Avengers) lotava sessões consecutivas até a meia-noite — […]
Não É o Fim do Mundo — É o Fim da Crença Nele: Uma Leitura Semiótica de 12 Horas para o Fim do Mundo
Nenhum asteroide cai duas vezes no mesmo lugar — mas o medo sim.Ele retorna em loops de CGI barato, em diálogos que ecoam Armageddon, Independence Day, 2012 — como um disco arranhado cuja música ninguém mais ouve, mas que continua girando por inércia institucional. 12 Horas para o Fim do Mundo, filme russo de 2019 dirigido por Dmitriy Kiselev, não […]