• Eddie Vedder cantando Alive em apresentação do Pearl Jam
    Discurso Social, Mídia e Política,  Ensaios e Reflexões

    Alive: A Canção Que Sobreviveu ao Próprio Significado

    Eddie Vedder escreveu “Alive” sobre um segredo de família devastador. O público a transformou em hino de resistência. Essa distância entre intenção e recepção não é um acidente — é o retrato de como a arte funciona quando escapa das mãos de quem a cria. A pergunta que persegue a canção desde 1991 é simples: o que significa estar vivo quando a vida que você conhecia era uma mentira? Este texto defende que “Alive” se tornou essencial justamente porque falhou em controlar seu próprio sentido — e nisso reside sua força. O Segredo Que Virou Canção Vedder descobriu ainda na adolescência que o homem que criou ele não era seu…

  • História, Linguagem e Símbolos

    O Trompete, A Reinvenção Emocional de I Will Survive e o Estranho Conforto da Indiferença

    O original é um incêndio. Um rugido de orquestra, um pulso de disco frenético, uma voz que rasga o céu em agradecimento pela própria liberdade. Gloria Gaynor, em 1978, cantou “I Will Survive” como um manifesto físico. Era a sobrevivência como triunfo, como drama luminoso e inquestionável. Dezoito anos depois, em 1996, a banda CAKE pegou essa chama e a colocou sob uma lâmina de gelo. Em seu segundo álbum, Fashion Nugget, a canção ressurgiu como algo estranho e hipnótico: um ritmo mecânico, uma voz plana e quase entediada de John McCrea, e, cortando a aridez deliberada, o lamento solitário de um trompete. Era a mesma letra, o mesmo enredo de abandono e…